
"Escrever é uma maneira de pensar que não se consegue pelo pensamento apenas. Todos os constrangimentos sintácticos e gramaticais da escrita, em vez de nos reprimirem, levam-nos a encontrar frases que não existiam antes de serem escritas, que não podiam existir de outra forma." G. Thomaz
-"Encontrado bebe na lixeira em favela do Morro Grande no Rio de Janeiro"
Revista Época Setembro/2009
É simples criticarmos pessoas como esta que fez tal barbaridade no Rio de Janeiro. Quais as desculpas usadas? Qual o tabu mais comum? Dizemos que são pessoas de baixo nível de educação, sem instrução sexual, com restrição à informações de saúde, higiene entre outras. Pessoas que moram em localidades precárias, pode-se dizer que é um pedaço do solo abençoado do Brasil que Deus simplesmente se esqueceu de cuidar e amparar.
Se a montanha não vem a Maomé, Maomé vai até a Montanha. Qual a desculpa para não buscar informações sobre sexo seguro, não levando em conta sua opção sexual... Mães, mulheres heterossexuais jogando crianças fora como se fosse apenas um objecto, sem luxo, sem amor e fazem sem rancor, sem dó e sem piedade.
Lendo a matéria da Revista Época, pensei em instantes no meu DIREITO HOMOAFETIVO. Eu tenho direitos, não tenho? - Não, não tem! Os direitos afectivos ficam para aqueles que possuem um relacionamento estável acima de 7 meses (perante a nova lei), para aqueles que possuem um lar, onde possam amparar e cuidar da vida de uma criança, para aqueles que possuem uma renda estável compatível com o exigido para manter um lar, um parceiro e uma criança e suas necessidades básicas, como educação, alimentação, bem estar, ambiente seguro, amor e carinho.
Fica então a minha afirmação para vocês!
Eu tenho tudo isso, e minha parceira também. Temos um ambiente pronto para receber uma criança, temos renda compativel com o exigito pela lei, temos ambiente seguro, podemos oferecer do bom e do melhor para uma criança, como educação, lar, alimenteção, informação e é claro temos muito amor e carinho. Quantos casais gays possuem isso?! Vários! E porque é tão complicado o nosso acesso a essa possibilidade de adoção?! Porque fazem "vista grossa" quando entra no tribunal um pedido de casamento homossexual ou um pedido de adoção entre "mães"? Estamos prontas e muito bem preparadas para receber um anjo em nosso lar.
Em São Paulo houve até hoje, no máximo 5 casos de adoção entre homossexuais. Enquanto heterossexuais de diversos padrões de vida, desprezam as crianças ou se livram delas como o ocorrido no Rio de Janeiro.
Fica então a minha deixa para vocês refletirem...
Carla e Michele anunciaram à escrivã do cartório de registro civil, em Blumenau: “Somos casadas, nossos filhos foram gerados por inseminação artificial e queremos registrá-los no nosso nome”. A mulher perguntou quem era o pai.. Michele respondeu: “Eles não têm pai. Têm a mim”. A escrivã afirmou que só poderia registrar em nome da mãe biológica. “Nós vamos tentar na Justiça, então”, disse Carla. A escrivã retrucou: “Podem tentar, o máximo que vão conseguir é um não”.
Em 12 de dezembro de 2008, o juiz Cairo Roberto Rodrigues Madruga, da 8ª Vara de Família e Sucessões de Porto Alegre, disse “sim”. Em 14 de maio, foi determinada a alteração da certidão de nascimento dos gêmeos. Joaquim Amandio e Maria Clara Cumiotto Kamers são agora filhos de Carla Cumiotto e Michele Kamers e seus avós são Alcides e Clara Cumiotto e Jaime e Maria Kamers.
Revista Veja Dezembro/2009
Eu escolhi minha parceira e minha parceira me escolheu, vamos fazer o que for necessario para provar o quanto estamos adepitas a ideia, o desejo ea vontade de ter uma fámilia.
Vamos gerar uma criança com meu ovúlo no ventre dela com o semêm do banco brasileiro de semêm, vamos registrar essa criança com nossos sobrenomes e também iremos receber um "sim" do juiz.
Thomaz
-"Encontrado bebe na lixeira em favela do Morro Grande no Rio de Janeiro"
Revista Época Setembro/2009
É simples criticarmos pessoas como esta que fez tal barbaridade no Rio de Janeiro. Quais as desculpas usadas? Qual o tabu mais comum? Dizemos que são pessoas de baixo nível de educação, sem instrução sexual, com restrição à informações de saúde, higiene entre outras. Pessoas que moram em localidades precárias, pode-se dizer que é um pedaço do solo abençoado do Brasil que Deus simplesmente se esqueceu de cuidar e amparar.
Se a montanha não vem a Maomé, Maomé vai até a Montanha. Qual a desculpa para não buscar informações sobre sexo seguro, não levando em conta sua opção sexual... Mães, mulheres heterossexuais jogando crianças fora como se fosse apenas um objecto, sem luxo, sem amor e fazem sem rancor, sem dó e sem piedade.
Lendo a matéria da Revista Época, pensei em instantes no meu DIREITO HOMOAFETIVO. Eu tenho direitos, não tenho? - Não, não tem! Os direitos afectivos ficam para aqueles que possuem um relacionamento estável acima de 7 meses (perante a nova lei), para aqueles que possuem um lar, onde possam amparar e cuidar da vida de uma criança, para aqueles que possuem uma renda estável compatível com o exigido para manter um lar, um parceiro e uma criança e suas necessidades básicas, como educação, alimentação, bem estar, ambiente seguro, amor e carinho.
Fica então a minha afirmação para vocês!
Eu tenho tudo isso, e minha parceira também. Temos um ambiente pronto para receber uma criança, temos renda compativel com o exigito pela lei, temos ambiente seguro, podemos oferecer do bom e do melhor para uma criança, como educação, lar, alimenteção, informação e é claro temos muito amor e carinho. Quantos casais gays possuem isso?! Vários! E porque é tão complicado o nosso acesso a essa possibilidade de adoção?! Porque fazem "vista grossa" quando entra no tribunal um pedido de casamento homossexual ou um pedido de adoção entre "mães"? Estamos prontas e muito bem preparadas para receber um anjo em nosso lar.
Em São Paulo houve até hoje, no máximo 5 casos de adoção entre homossexuais. Enquanto heterossexuais de diversos padrões de vida, desprezam as crianças ou se livram delas como o ocorrido no Rio de Janeiro.
Fica então a minha deixa para vocês refletirem...
Carla e Michele anunciaram à escrivã do cartório de registro civil, em Blumenau: “Somos casadas, nossos filhos foram gerados por inseminação artificial e queremos registrá-los no nosso nome”. A mulher perguntou quem era o pai.. Michele respondeu: “Eles não têm pai. Têm a mim”. A escrivã afirmou que só poderia registrar em nome da mãe biológica. “Nós vamos tentar na Justiça, então”, disse Carla. A escrivã retrucou: “Podem tentar, o máximo que vão conseguir é um não”.
Em 12 de dezembro de 2008, o juiz Cairo Roberto Rodrigues Madruga, da 8ª Vara de Família e Sucessões de Porto Alegre, disse “sim”. Em 14 de maio, foi determinada a alteração da certidão de nascimento dos gêmeos. Joaquim Amandio e Maria Clara Cumiotto Kamers são agora filhos de Carla Cumiotto e Michele Kamers e seus avós são Alcides e Clara Cumiotto e Jaime e Maria Kamers.
Revista Veja Dezembro/2009
Eu escolhi minha parceira e minha parceira me escolheu, vamos fazer o que for necessario para provar o quanto estamos adepitas a ideia, o desejo ea vontade de ter uma fámilia.
Vamos gerar uma criança com meu ovúlo no ventre dela com o semêm do banco brasileiro de semêm, vamos registrar essa criança com nossos sobrenomes e também iremos receber um "sim" do juiz.
Thomaz

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